CELEBRAÇÕES AOS DOMINGOS:
07h - 10h - 17h e 20h
previous arrow
next arrow
Slider

Você sabe qual é o papel da Virgem Maria na Igreja?

 A Bíblia nos apresenta a importância de Nossa Senhora para a Igreja

Sagrada Escritura, que para nós é fonte da Revelação de Deus, fala de Maria. A partir da Sagrada Escritura, vamos entender o papel da Mãe de Jesus na Igreja.

Maria, presença forte na infância de Jesus

Já Mateus e Lucas falam também da infância de Jesus. Mateus ressalta mais a figura de José, descendente de Abraão e Davi, o “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo” (1,16). Logo depois, fala do nascimento virginal de Jesus, como cumprimento da profecia de Isaías (7,14). Maria aparece, em seguida, como protagonista, juntamente com Jesus e José, na cena dos Magos e na fuga para o Egito. Mateus ressalta o papel de Maria que, como Mãe, cuida do Filho, junto a José, que nunca é chamado de “pai”.

Logo em seguida, aparece o evangelista Lucas, que é o teólogo de Maria. Ele é o evangelista que mais fala dela, não só para apresentar fatos da sua vida, mas para a apontar como figura do verdadeiro discípulo e do verdadeiro crente. Ela é a primeira “cristã”, o “modelo dos cristãos”.

Maria, pois, é aquela que acolhe a Palavra de Deus. Trata-se da cena da “Anunciação”, a qual, mais propriamente, deveríamos chamar de “vocação de Maria”. Ressalta-se que, em toda a Bíblia, Maria é a única que recebe o título de “cheia de graça”. Ou melhor, ficando com a tradução literal do termo grego utilizado por Lucas: KECHARITOMENE (κεχαριτωμένη), que quer dizer: “Tu que já estás cheia de graça”.

Diante desse chamado, Maria se considera a “serva do Senhor”, totalmente disponível diante do plano de Deus. Eis o modelo do crente e do discípulo.

Maria modelo de discípula

Maria acredita na Palavra de Deus. Trata-se do episódio da visitação a Isabel.

Para Lucas, ela é aquela que acolhe a Palavra de Deus, acredita n’Aquele que falou e a guarda no seu coração, meditando-a. Essa é a atitude de Maria, depois da visita dos pastores (2,19) e do reencontro com Jesus, com 12 anos de idade, no Templo (2,51). Mas a mesma expressão se encontra quando Jesus responde à mulher que proclamava: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram” (11,27). Vamos continuar lendo: “Mas ele respondeu: “Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a observam” (11,28). Interessante, a esse respeito, é o comentário que fez Santo Agostinho. “Mãe e discípula ao mesmo tempo”, e acrescentava com ousadia que ser discípula para Ela foi mais importante do que ser Mãe, nestes termos: “Santa Maria fez a vontade do Pai e a fez totalmente, por isso foi mais importante para Maria ter sido discípula do que Mãe de Cristo” (Sermão 72A,7).

Maria caminha na fé

Sim, porque ela vivia de fé e não de “visão”. Como nós, Ela caminhava, a cada dia, em situações frequentemente inexplicáveis, mas sempre confiando em Deus. Essa é atitude dela, por exemplo, quando, por três dias, ficou procurando o filho que tinha permanecido no Templo sem avisar a ela e a José. Ela pergunta, depois: “Filho, por que fizeste isso conosco? Teu pai e eu te procurávamos, cheios de aflição!” (2,48). E eles “não compreenderam o que lhes dizia” (2,50). Maria medita nessas palavras, apesar de ainda não as compreender. Caminha na fé, confia em Deus. Ela também, somente depois da Páscoa, “depois de três dias” (2,46), vai compreender estas palavras.

O evangelista João, volta ainda mais atrás: “No princípio era o Verbo” (1,1). Esse “Verbo se fez carne” (1,14). Ele se coloca num outro nível da narração, com o seguinte objetivo teológico: apresenta os fatos da vida terrena de Jesus como o sinal da revelação do Pai: suas páginas querem descer na profundidade para colher o mistério. Por exemplo, a partir da água que pede para a Samaritana, é anunciada uma “fonte de água corrente para a vida eterna” (4,14). Ou, antes de ressuscitar Lázaro, Ele afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida” (11,25).

No momento da Cruz, chegou a “hora”; e aparece novamente a “Mulher”, “de pé”, junto à cruz (19,25-27). E está presente o discípulo que Jesus amava. Nenhum dos dois é chamado pelo nome, mas com uma palavra que aponta, respectivamente, para o papel deles. A “Mãe” precede, representa a origem; o “discípulo” apreende, segue e continua. A Mãe representa o passado, e o discípulo o futuro; a Mãe é o Israel fiel, e o discípulo é o novo povo fiel que Jesus ama. Sim, trata-se de Maria e João, mas se trata, no símbolo, dessas duas grandes realidades da história da salvação. Na hora decisiva, Jesus chama a Mãe de “Mulher” e lhe entrega o “discípulo”. Trata-se do momento da passagem da aliança e da acolhida do novo filho. Ao discípulo, Jesus entrega a Mãe. A partir daquele momento, “o discípulo a acolhe” (19,27). Temos aqui o fundamento da maternidade espiritual de Maria para cada discípulo do Cristo e da herança espiritual do antigo Israel, que agora é entregue à Igreja. À Mãe e ao discípulo, misteriosamente unidos, o Messias entrega Seu Espírito, a sua vida, a vida mesma de Deus. “Inclinou a cabeça e entregou o Espírito” (19,30).

Maria nos Atos dos Apóstolos

Dois termos significativos: a perseverança e a concórdia. Nessa perfeita caridade, Maria está presente, partícipe da perseverança, da concórdia e oração. Continuando com a visão de Lucas, anteriormente indicada, pode-se afirmar que Maria é o modelo do discípulo e do crente que persevera na fé, vive em concórdia com os irmãos e em comunhão com o Senhor por meio da oração confiante.

Aqui também Maria é apresentada como a Mãe da Igreja. Eis o seu papel.

 

Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Rua Cel. Aurelino,8 - Formiga-MG 37 3321-2955