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SEXTA E SÁBADO: 19H
DOMINGO: 07h - 10h - 19h
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Ser luz do mundo: Iluminar as realidades terrestres

A imagem da luz contrasta com a do sal e a complementa. Se a atividade do sal é feita praticamente de modo invisível, a luz realiza sua missão quando se faz visível pelo seu brilho. A luz que ilumina toda a casa é possível de ser notada. Mas, como ser luz do mundo? Possivelmente, os cristãos dos primeiros tempos faziam essa pergunta, dado o pequeno número de comunidades cristãs em meio à sociedade pagã. Também hoje devemos fazer essa mesma pergunta, especialmente os que vivem nas grandes cidades, uma vez que estas são “iluminadas” por tantas outras ofertas distintas e até, num primeiro momento, mais “atraentes” do que o Evangelho.

“Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5,14). Jesus não estava se dirigindo aos sacerdotes do templo, aos mestre da lei ou aos fariseus. Essa frase foi dirigida para todos os que ali, ao pé da montanha, escutavam-no: camponeses, agricultores, pescadores…Pessoas simples e atentas à sua voz. Como na afirmação sobre o sal, Jesus não diz “Vós deveis ser a luz”, nem tampouco “Vos tendes a luz”, mas sim “Vós sois a luz”. O que isso significa? Que a vocação à qual Jesus chamou aquela multidão, e continua a fazer a cada batizado, nos converte em luz. Sem mais.

Ter a vocação de ser luz significa que não podemos permanecer ocultos, escondidos, ainda que assim o queiramos. A luz sempre brilha e permite enxergar as coisas como são, ainda que distantes.

Um exemplo são as viagens noturnas pelas rodovias: de longe aparecem as cidades iluminadas. A comunidade cristã deve ser para o mundo a cidade iluminada que  brilha pelo seu testemunho. Não é possível esconder que fomos iluminados por Cristo. Fugir à invisibilidade quando nosso ser cristão exige iluminar é negar a vocação à qual fomos chamados: “Não se acende uma luz para coloca-la debaixo do alqueire, mas sim para coloca-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa” (Mt 5,15).

Vivemos em muitas realidades que precisam ser iluminadas pela luz do Evangelho. Ser luz num mundo que vai desaprendendo a linguagem religiosa exige dos leigos e leigas tornar a própria existência uma realidade cada vez mais iluminada e iluminadora, capaz de irradiar calor e brilho. Os leigos e leigas são chamados a iluminar todos os aspectos da vida social com a luz do Evangelho: economia, política, educação, mídia…Como nos recorda o Documento 105 da CNBB, Cristão leigos e leigas na Igreja e na Sociedade, os cristãos leigos e leigas “(…) devem ter olhares luminosos e corações sábios, para gerar luz, sabedoria e sabor, como Jesus Cristo e seu Evangelho” (nº 13). Assim, as imagens do sal e da luz se convertem em dois modos complementares de viver na Igreja e na sociedade a vocação laical.

 

Pe. Eguione Nogueira

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