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SEXTA E SÁBADO: 19H
DOMINGO: 07h - 10h - 19h
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No carnaval – Onde está o pecado?





A festa sempre é uma das melhores opções de lazer, de descontração, de encontro. Não há por que ver só o lado negativo, os desencontros que podem acontecer.

O carnaval é uma dessas festas, época de descanso, de fazer coisas diferentes, ou mesmo, tempo de não se fazer nada. É um período que acontece antes da quaresma.

Como nos tempos antigos, a quaresma era um tempo rigoroso. Eles se despediam das festas fazendo uma festa maior. Assim entravam para o longo período de penitência. Até aqui nada de mal eram. Hoje podem ser diversões sadias e compatíveis com a vida cristã e com o respeito à dignidade das pessoas. A marca negativa que leva a pensar em pecado está na degradação. Carnaval não se liga à ideia de festa e descanso, mas à exploração, a ganâncias, altos interesses de quem o promove.

Nosso carnaval se qualifica pelo excesso de todos os tipos; mesmo quando o espetáculo é fantástico, os bastidores trazem à tona toda a sujeira, o desrespeito à pessoa, a degradação humana, a exploração, a animalidade.

Para alguns é tempo livre para libertinagem, onde a massa humana se sujeita à exploração e à manipulação. Ao povo, já nocauteado pelas contingências da vida, é oferecida mais alienação. E o povo está contente por, mais uma vez, ser artista gratuito, que gosta de se fantasiar, de ser feliz por poder viver três ou quatro dias aplaudido pelos magnatas dos caros camarotes ou pelos manipuladores dos meios de comunicação. Não se olha o preço que se paga para ser aplaudido, solicitado e desvalorizado. O que valem são os sonhos e as ilusões que se desvanecem ao voltar à consciência dias depois da festa.
Quando passa a euforia, junto com o lixo das ruas, há tantas lágrimas, frustações e há também o lixo humano com o qual não se sabe o que fazer. Alguém se importa?

E pode-se chamar o que vemos de tempo feliz? Mas o pecado quem fez não foi o povo, e sim aquele que lucrou, quem explorou, quem desvirtuou, quem cegou o povo e tirou proveito disso. Para nossa gente sofrida, incapaz de pensar, vale a frase de Jesus: “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem”.
O que mais nos assusta é que as pessoas não refletem; no próximo ano tudo acontece do mesmo modo, com as mesmas pessoas e os mesmos sofrimentos. Mas temos esperança de que lentamente as pessoas vão se modificando. Precisamos devolver a elas a capacidade de pensar, de se amar verdadeiramente. Só a solidariedade pode ajudar as pessoas a se encontrarem como gente, conscientes de que são portadoras de dignidade. Continuamos acreditando.


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