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Julho, Mês do Sangue de Cristo

O mês de Julho é dedicado na Igreja Católica ao Preciosíssimo Sangue de Cristo. Na Carta Apostólica Inde a Primis, sobre o culto do Preciosíssimo Sangue de Cristo, datada de 30 de junho de 1960, o Papa João XXIII assim definiu as linhas mestras desse culto (reproduzimos aqui um resumo dos trechos que julgamos centrais nesse documento):

“Esta devoção foi-nos instilada no próprio ambiente doméstico em que floresceu a nossa infância e sempre recordamos com viva emoção a recitação das ladainhas do Preciosíssimo Sangue que os nossos velhos pais faziam no mês de julho.

A devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, da qual foi propagador admirável no século passado o sacerdote romano São Gaspar del Bufalo, teve o merecido consentimento e o favor da Sé Apostólica. Com efeito, importa recordar que, por ordem de Bento XIV, foram compostos a Missa e o Oficio em honra do Sangue adorável do Divino Salvador e que Pio IX, em cumprimento de um voto feito em Gaeta, quis que a festa litúrgica fosse estendida á Igreja universal. Finalmente, foi Pio XI, de feliz memória, quem, em lembrança do 19º centenário da redenção, elevou a sobredita festa a rito duplo de primeira classe, a fim de que, pela acrescida solenidade litúrgica, mais intensa se tornasse a própria devoção e mais copiosos se entornassem sobre os homens os frutos do Sangue redentor.

Seguindo, portanto, o exemplo dos nossos predecessores, com o fim de favorecer ulteriormente o culto para com o precioso Sangue do Cordeiro Imaculado, Cristo Jesus. Aprovamos-lhe as ladainhas, segundo a ordem compilada pela Sagrada Congregação dos Ritos, incentivando, outrossim, a reza delas em todo o mundo católico, quer em particular, quer em público, com a concessão de indulgências especiais.

Reflitam (todos) sobre o valor superabundante, infinito desse Sangue verdadeiramente preciosíssimo, do que uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa, como canta a Igreja com o Angélico Doutor e como sabiamente confirmou o nosso predecessor, Clemente VI.

Porquanto, se infinito é o valor do sangue do Homem-Deus e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento e depois, com superabundância, na agonia do horto (Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo, que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares.

Sintamos aquele ardor de caridade que fazia São João Crisóstomo exclamar: ‘Saímos daquela mesa quais leões expirando chamas, tornados terríveis ao demônio, pensando em quem é o nosso Chefe e quanto amor teve por nós… Esse Sangue, se dignamente recebido, afasta os demônios, chama para junto de nós os anjos e o próprio Senhor dos anjos… Esse Sangue derramado purifica o mundo todo… Este é o preço do universo, com ele Cristo redime a Igreja… Tal pensamento deve refrear as nossas paixões. Até quando, com efeito, ficaremos apegados ao mundo presente? Até quando descuraremos pensar na nossa salvação?’.

‘Sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou ouro que fostes resgatados…, mas pelo Sangue Precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula’ (1Pd 1,1719); se eles dessem mais solícito ouvido à exortação do apóstolo das gentes: ‘Alguém pagou alto preço pelo vosso resgate; glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo’(lCo c6,20).”

Fonte: Revista Ave Maria

Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Rua Cel. Aurelino,8 - Formiga-MG 37 3321-2955