CELEBRAÇÕES NA MATRIZ:
SEXTA E SÁBADO: 19H
DOMINGO: 07h - 10h - 19h
previous arrow
next arrow
Slider

Família, dom de Deus

Com a Sagrada Família de Jesus, Maria e José vemos quanto a instituição família é algo sagrado. Como já vimos, ela lança luzes para a sacralidade de nossas famílias e, a partir do Evangelho de Lucas (Lc 2,22-40), trato aqui sobre a família como dom Deus. Esse texto do evangelista ilumina nosso olhar para enxergarmos o valor de nossa família, ou de toda família, mostrando quão importante é essa instituição.

Como pessoas cristãs que somos, quando falamos de família não dá para deixar de fora a referência da Sagrada Família e daquilo que Jesus, Maria e José nos apresentam como espelho, ou modelo.

O Evangelho de Lucas destaca a Sagrada Família mostrando o cotidiano de uma família parecida com tantas outras daquele tempo e do nosso tempo. Uma família que cumpre os preceitos religiosos e que vive unida no amor. Essa é a base de qualquer família.

O evangelista Lucas tem um jeito peculiar de se referir a Jesus, e quando se trata da sua família nestes não é diferente. Ele a coloca muito perto de nós, destacando a humanidade e a simplicidade dela, de modo que não fica difícil a identificação com ela.           Esse Evangelho destaca a apresentação de Jesus, festa que celebramos quarenta dias depois do Natal do Senhor, confirmando-se assim à lei dom Antigo Testamento de um Deus que vinha ao encontro do seu povo fiel, como luz para iluminar as nações e nossa glória.

José e Maria levam o menino para ser apresentado no templo, conforme pedia a tradição judaica. É uma espécie de “Batismo”. No Batismo, nós apresentamos a criança à comunidade, munida de padrinhos. Jesus foi apresentado à comunidade com dois padrinhos: Simeão e Ana.

O texto não usa o termo “padrinho” ou “madrinha”, mas sabemos quais são as funções dos padrinhos. Simeão e Ana tiveram algo similar em relação a Jesus: sentimento de um “pequeno pai” ou “pequena mãe” que toma um filho nos braços e enxerga nele a presença de Deus. Desse sentimento nascem outros, como, por exemplo, sentimentos de amor e proteção, como todos os seus desdobramentos.

O que faço aqui é apenas uma comparação desse gesto da Sagrada Família com os gestos de batizados das nossas famílias. Simeão cumpre o papel de padrinho, pois se alegra ao receber nos braços o Menino e enxerga nele o Filho de Deus. Profetiza que ele será um divisor de águas na história da humanidade e diz poder morrer em paz porque viu a salvação, a glória de Deus através do menino.

Já Ana, a profetiza, também é uma espécie de “madrinha” do menino. Ela também divulgou a importância dele a todos e profetizou que seria causa de queda e reerguimento a todos em Jerusalém e que uma espada iria atravessar a lama dessa família, sobretudo da mãe, no sentido da missão que Jesus teria neste mundo. Muitas vezes, os caminhos que os filhos escolhem trazem muito sofrimento e preocupação às mães. Diante de tudo isso, o comportamento dessa família é de sintonia com Deus, colocando em suas mães todas essas profecias e sentimentos.

Vemos, assim, uma família que confia e que reza unida, que tem muitas dificuldades como qualquer outra, mas que se mantém firme na fé e na unidade.

O exemplo de Jesus, Maria e José deve servir para nossas famílias. Que possamos valorizar mais uns aos outros, em família, e assim seremos indivíduos que sabem valorizar e respeitar os seus semelhantes, mesmo que eles não sejam de sua família de sangue.

Fonte: Pe. José Carlos Pereira-Revista Ave Maria

Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Rua Cel. Aurelino,8 - Formiga-MG 37 3321-2955